{"id":1321,"date":"2016-09-12T10:47:13","date_gmt":"2016-09-12T10:47:13","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=1321"},"modified":"2016-09-12T10:47:13","modified_gmt":"2016-09-12T10:47:13","slug":"fundos-de-investimento-miram-setor-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2016\/09\/fundos-de-investimento-miram-setor-de-saude\/","title":{"rendered":"Fundos de investimento miram setor de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1322\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/saoluiz_hospital-300x180.jpg\" alt=\"saoluiz_hospital\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>O setor de sa\u00fade nacional est\u00e1 na mira dos grandes fundos de private equity, focados na compra de participa\u00e7\u00f5es em empresas. A lista de ativos que atrai o interesse destes investidores inclui planos de sa\u00fade, laborat\u00f3rios de diagn\u00f3stico, fabricantes de equipamentos e medicamentos, al\u00e9m de hospitais. Levantamento da consultoria espanhola Transactional Track Record (TTR), que acompanha fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, mostra que os neg\u00f3cios no setor de sa\u00fade voltaram a crescer nos \u00faltimos dois anos no Brasil. Foram 37 transa\u00e7\u00f5es na \u00e1rea em 2014, 76 em 2015, e s\u00f3 no primeiro semestre deste ano 41 neg\u00f3cios fechados. Desde 2014, as opera\u00e7\u00f5es movimentaram quase R$ 18 bilh\u00f5es, considerando as 45 que tiveram os valores divulgados. Mas, como foram fechadas 154 transa\u00e7\u00f5es no per\u00edodo, o valor total \u00e9 muito maior.<\/p>\n<p>Fundos consultados pelo GLOBO confirmam que est\u00e3o garimpando empresas do setor de sa\u00fade. A americana Advent, uma das maiores gestoras de private equity e que det\u00e9m o controle do Grupo BioToscana e 13% dos laborat\u00f3rios Fleury, diz que busca oportunidades. Segundo fontes, o pr\u00f3ximo grande neg\u00f3cio vir\u00e1 da Advent. Mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico.<\/p>\n<p>O fundo brit\u00e2nico Actis tem R$ 2 bilh\u00f5es para investir no Brasil e a sa\u00fade est\u00e1 no centro das prioridades. O mesmo ocorre com as gestoras americanas TPG Capital e Warburg Pincs. Tem at\u00e9 escrit\u00f3rio de advocacia especializado em fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o ampliando a atua\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, caso do Mattos Filho Advogados, que, no ano passado, montou uma equipe dedicada ao segmento.<\/p>\n<p>\u2014 A sa\u00fade no Brasil \u00e9 um setor que ter\u00e1 grande expans\u00e3o no futuro em raz\u00e3o do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, o que vai gerar mais necessidade de presta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, de produtos farmac\u00eauticos e assist\u00eancia m\u00e9dica \u2014 disse Juan Pablo Zucchini, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de sa\u00fade na Advent.<\/p>\n<p><strong>OPERA\u00c7\u00d5ES DE GRANDE PORTE<\/strong><\/p>\n<p>A desvaloriza\u00e7\u00e3o do real diante do d\u00f3lar, que barateou ativos para estrangeiros, \u00e9 citada por analistas para justificar o interesse. Marcos Boscolo, s\u00f3cio da consultoria KPMG e especialista em sa\u00fade, destaca o tamanho do setor, que movimenta 9% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano, o equivalente a R$ 216 bilh\u00f5es. Isso torna o Brasil o sexto maior mercado do mundo. Atualmente, o Brasil j\u00e1 \u00e9 o s\u00e9timo maior consumidor mundial de medicamentos e a previs\u00e3o \u00e9 que alcance a quinta coloca\u00e7\u00e3o em 2020, segundo dados da IMS Health. Al\u00e9m disso, o setor de sa\u00fade cresce a uma taxa de cerca de 20% ao ano.<\/p>\n<p>\u2014 Houve grandes neg\u00f3cios pontuais, especialmente na \u00e1rea de laborat\u00f3rios, mas h\u00e1 muito espa\u00e7o para consolida\u00e7\u00e3o, o que torna o setor muito atrativo \u2014 diz Marcos Boscolo, s\u00f3cio da KPMG.<\/p>\n<p>Os fundos estrangeiros, por\u00e9m, buscam ativos de grande porte. Segundo Daniel Coelho, diretor da consultoria Seferin e Coelho, neg\u00f3cio bom para private equity s\u00f3 acima de US$ 100 milh\u00f5es. Ele explica que s\u00f3 o custo da due dilligence (processo de investiga\u00e7\u00e3o de oportunidade de neg\u00f3cio) \u00e9 muito alto.<\/p>\n<p>\u2014 A popula\u00e7\u00e3o cresceu, a demanda por sa\u00fade tamb\u00e9m, e alguns hospitais fecharam. O Brasil tem d\u00e9ficit de leitos, e h\u00e1 estudos que apontam o colapso do sistema em 2030. Se houver investimento, h\u00e1 muit\u00edssimo espa\u00e7o para crescer \u2014 justificou.<\/p>\n<p>O tamanho das transa\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas refor\u00e7a a vis\u00e3o de Coelho. H\u00e1 duas semanas, o grupo de sa\u00fade S\u00e3o Francisco, que tem sede em Ribeir\u00e3o Preto, interior paulista, e faturamento anual de mais de R$ 1 bilh\u00e3o, teve 30% de seu capital vendido para o fundo G\u00e1vea. O S\u00e3o Francisco tem 71 anos de atua\u00e7\u00e3o em Mato Grosso, Mato do Grosso do Sul e Goi\u00e1s, oferecendo planos de sa\u00fade e de odontologia.<\/p>\n<p>A permiss\u00e3o do governo federal, dada em 2015, para que os estrangeiros detenham hospitais no pa\u00eds criou um novo chamariz de investimentos. Boscolo, da KPMG, lembra que 48 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam planos de sa\u00fade no Brasil, enquanto 157 milh\u00f5es ainda dependem do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Os investidores enxergam potencial de ganho de escala, com planos de sa\u00fade mais baratos.<\/p>\n<p>A abertura do setor de hospitais a estrangeiros enfrentou resist\u00eancia do Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp). O presidente do Cremesp, Jo\u00e3o Ladislau Rosa, argumenta que vender ativos de sa\u00fade \u00e9 tratar um servi\u00e7o b\u00e1sico como \u201cproduto\u201d. Para ele, a inje\u00e7\u00e3o de capital est\u00e1 longe de ser sin\u00f4nimo de melhoria da qualidade:<\/p>\n<p>\u2014 Qual o interesse de um grupo estrangeiro em entrar aqui para melhorar a sa\u00fade do brasileiro? N\u00e3o \u00e9 esse o objetivo \u2014 afirmou Rosa.<\/p>\n<p>Calcula-se que entre p\u00fablicos e privados, o Brasil tenha 6.000 hospitais. A busca por neg\u00f3cios grandes acaba excluindo parte das redes de plano de sa\u00fade das miras dos fundos de private equity.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 mais f\u00e1cil os investidores entrarem nos hospitais do que nos planos. J\u00e1 h\u00e1 cinco ou seis grandes redes nacionais consolidadas, no segmento dos hospitais isso n\u00e3o existe \u2014 diz Boscolo.<\/p>\n<p><strong>REDE D\u00b4OR \u00c9 \u00daNICA REDE NACIONAL<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, apenas a Rede D\u2019Or \u00e9 considerada nacional, com 27 unidades em estados como Rio de Janeiro, Bras\u00edlia, S\u00e3o Paulo e Pernambuco. Antes da abertura aos estrangeiros, o banco BTG tornou-se s\u00f3cio do cardiologista Jorge Moll Filho, dono da Rede D\u2019Or, comprando deb\u00eantures (t\u00edtulos de d\u00edvida) convers\u00edveis em a\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que t\u00eam estrangeiros entre os investidores. O banco ficou com 27% da rede, avaliada em R$ 19 bilh\u00f5es. No ano passado, quando caiu a barreira aos estrangeiros, o BTG vendeu 8,3% de sua fatia por R$1,7 bilh\u00e3o para o fundo Carlyle. Logo em seguida, outros 15% foram vendidos ao fundo soberano de Cingapura, por R$ 3,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Francisco Balestrin, presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), diversos fundos conversam com institui\u00e7\u00f5es. As 72 principais delas tiveram, em 2015, receita de R$ 22 bilh\u00f5es, e mesmo em cen\u00e1rio de crise, devem girar R$ 25,6 bilh\u00f5es este ano. Esses hospitais, filiados \u00e0 Anahp, respondem por 40% das despesas hospitalares do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o tenho d\u00favidas de que haver\u00e1 uma consolida\u00e7\u00e3o do setor. Os investidores estavam reticentes devido \u00e0s incertezas da pol\u00edtica \u2014 diz Balestrin.<\/p>\n<p>A perspectiva de melhora no campo pol\u00edtico ajuda a atrair investidores. Al\u00e9m disso, no ano passado, os custos dos hospitais aumentaram 12%, enquanto a receita cresceu abaixo da infla\u00e7\u00e3o. Isso deixou muitas institui\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o financeira delicada, o que as torna potencial alvo de compra. Para se manter no azul, muitos hospitais est\u00e3o cortando custos e reduzindo investimentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo O setor de sa\u00fade nacional est\u00e1 na mira dos grandes fundos de private equity, focados na compra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1321","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1321","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1321"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1321\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1323,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1321\/revisions\/1323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1321"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1321"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1321"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}