{"id":12662,"date":"2021-07-09T14:47:42","date_gmt":"2021-07-09T14:47:42","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=12662"},"modified":"2021-07-02T14:49:36","modified_gmt":"2021-07-02T14:49:36","slug":"instrumentos-simplificados-de-avaliacao-da-fragilidade-auxiliam-gestao-de-riscos-em-utis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2021\/07\/instrumentos-simplificados-de-avaliacao-da-fragilidade-auxiliam-gestao-de-riscos-em-utis\/","title":{"rendered":"Instrumentos simplificados de avalia\u00e7\u00e3o da fragilidade auxiliam gest\u00e3o de riscos em UTIs"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Faperj<\/p>\n<p>A idade e as comorbidades t\u00eam sido comumente tratadas como os grandes indicadores de vulnerabilidade do paciente que ingressa nas unidades de terapia intensiva (UTIs). A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, a equipe m\u00e9dica tem um primeiro entendimento dos potenciais riscos de complica\u00e7\u00f5es, de que determinados tratamentos podem trazer ao paciente e que cuidados adicionais ser\u00e3o necess\u00e1rios. De modo geral, quanto maiores s\u00e3o a idade, o n\u00famero e a gravidade das comorbidades, maiores as chances de evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica desfavor\u00e1vel. Nos \u00faltimos anos, algumas pesquisas t\u00eam sugerido que essa avalia\u00e7\u00e3o inicial seja ainda mais completa para auxiliar a tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma das propostas de estudo foi trabalhar com a fragilidade, que representa um estado de maior vulnerabilidade de um indiv\u00edduo, independente da idade, para complica\u00e7\u00f5es e desfechos adversos de sa\u00fade, incluindo incapacidade, depend\u00eancia, quedas, necessidade de cuidados de longo prazo e mortalidade. Pesquisador no Instituto D&#8217;or de Ensino e Pesquisa (Idor) e m\u00e9dico, Marcio Soares conta que as primeiras pesquisas nessa \u00e1rea vieram da \u00e1rea oncol\u00f3gica e inclu\u00edam uma bateria detalhada de exames realizada por uma equipe multiprofissional. Com o passar dos anos, surgiram propostas de instrumentos mais enxutos e de maior facilidade de utiliza\u00e7\u00e3o rotineira nos hospitais. &#8220;A partir da d\u00e9cada passada, escalas mais pragm\u00e1ticas come\u00e7aram a ser desenvolvidas e validadas. Atualmente h\u00e1 cerca pelo menos seis instrumentos para isso, sendo tr\u00eas de f\u00e1cil aplica\u00e7\u00e3o em larga escala&#8221;, conta Soares, que conduz diversas pesquisas em terapia intensiva.<\/p>\n<p>Um desses instrumentos \u00e9 o Modiefied Frailty Index, conhecido pela sigla &#8220;MFI&#8221;, utilizado no programa de qualidade assistencial do Col\u00e9gio Americano de Cirurgi\u00f5es. Este \u00edndice prev\u00ea tr\u00eas graus de avalia\u00e7\u00e3o da fragilidade, em que 0 ponto indica fragilidade inexistente; 1 a 2 pontos um estado pr\u00e9-fr\u00e1gil; e 3 pontos ou mais indicam alta fragilidade. A pontua\u00e7\u00e3o \u00e9 feita ap\u00f3s os profissionais de sa\u00fade em UTI aplicaram o instrumento curto de avalia\u00e7\u00e3o dos pacientes, que inclui quest\u00f5es sobre capacidade cognitiva, de capacidade funcional e doen\u00e7as preexistentes \u00e0 interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo sem um grande n\u00edvel de detalhamento, Soares defende a import\u00e2ncia destes instrumentos para preparar trajet\u00f3rias cl\u00ednicas, informar familiares e antecipar a\u00e7\u00f5es para prevenir desfechos adversos e para o per\u00edodo de reabilita\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ajudar na gest\u00e3o hospitalar.<\/p>\n<p>&#8220;Pessoas com maior grau de fragilidade v\u00e3o demandar um processo mais longo de reabilita\u00e7\u00e3o. E ningu\u00e9m sai ileso da terapia intensiva. \u00c9 como um caminh\u00e3o que passa por cima. As not\u00edcias sobre a reabilita\u00e7\u00e3o de pacientes de Covid-19 s\u00e3o um exemplo&#8221;, diz o pesquisador, com 20 anos de experi\u00eancia como m\u00e9dico em UTIs.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2016, Soares coordenou um projeto que coletou dados de 130 mil pacientes em 93 UTIs, cujos resultados publicados em\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00134-018-5342-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo<\/a>. Em continuidade ao estudo, o m\u00e9dico obteve apoio da FAPERJ ao ser contemplado no programa\u00a0<em>Cientista do Nosso Estado<\/em>. De acordo com o pesquisador, os resultados obtidos confirmam a efici\u00eancia do instrumento para avaliar a fragilidade dos pacientes mais graves e orientar a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;Uma das vantagens do m\u00e9todo \u00e9 tra\u00e7ar um perfil de pacientes que ir\u00e3o necessitar de mais cuidado e maior uso de recursos na UTI. E uma relativa desvantagem \u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o consegue decompor o grau de fragilidade em itens mais espec\u00edficos. Isso porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel entender em detalhes os componentes mais comprometidos da fragilidade daquelas pessoas&#8221;, explica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Faperj A idade e as comorbidades t\u00eam sido comumente tratadas como os grandes indicadores de vulnerabilidade do paciente que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12662"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12662\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12664,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12662\/revisions\/12664"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}