{"id":12369,"date":"2021-05-24T11:00:54","date_gmt":"2021-05-24T11:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=12369"},"modified":"2021-05-24T11:00:54","modified_gmt":"2021-05-24T11:00:54","slug":"excesso-de-trabalho-eleva-em-35-risco-de-derrame-indica-estudo-da-oms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2021\/05\/excesso-de-trabalho-eleva-em-35-risco-de-derrame-indica-estudo-da-oms\/","title":{"rendered":"Excesso de trabalho eleva em 35% risco de derrame, indica estudo da OMS"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Trabalhar demais pode matar, alertou nesta segunda a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) ao divulgar os resultados de sua\u00a0<a href=\"https:\/\/www.who.int\/news\/item\/17-05-2021-long-working-hours-increasing-deaths-from-heart-disease-and-stroke-who-ilo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">primeira an\u00e1lise global de perdas de vidas e sa\u00fade<\/a>\u00a0associadas a longas jornadas de trabalho, feita em parceria com a OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho).<\/p>\n<p>Com base em duas revis\u00f5es sistem\u00e1ticas e meta-an\u00e1lises de mais de 2.300 pesquisas em 154 pa\u00edses, o estudo concluiu que jornadas exaustivas (a partir de 55 horas semanais) provocaram a morte de 745 mil pessoas por doen\u00e7as card\u00edacas ou acidentes vasculares cerebrais (AVC), em 2016 (dados mais recentes).<\/p>\n<p>O estudo calcula que trabalhar 55 ou mais horas por semana est\u00e1 associado a um risco estimado 35% maior de um acidente vascular cerebral e um risco 17% maior de morrer de doen\u00e7a card\u00edaca isqu\u00eamica, em compara\u00e7\u00e3o com trabalhar 35-40 horas por semana.<\/p>\n<div>\n<p>Al\u00e9m disso, o n\u00famero de pessoas trabalhando longas horas est\u00e1 aumentando e atualmente \u00e9 de 9% da popula\u00e7\u00e3o total no mundo, segundo a OMS. Essa tend\u00eancia coloca ainda mais pessoas em risco de invalidez relacionada ao trabalho e morte precoce.<\/p>\n<\/div>\n<p>O resultado deve acender um sinal amarelo durante a pandemia, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus: &#8220;O teletrabalho tornou-se a norma\u00a0em muitos setores, muitas vezes confundindo as fronteiras entre casa e trabalho. Al\u00e9m disso,\u00a0empresas foram for\u00e7adas a cortar, e os que ficaram acabam trabalhando mais\u201d.<\/p>\n<p>O diretor da OMS pediu que governos, empregadores e funcion\u00e1rios entrem em acordo sobre limites, para proteger a sa\u00fade. \u201cNenhum trabalho compensa o risco de derrame ou doen\u00e7a card\u00edaca.\u201d<\/p>\n<p>\u201cTrabalhar 55 horas ou mais por semana \u00e9 um s\u00e9rio risco para a sa\u00fade e pode levar \u00e0 morte prematura\u201d, acrescentou Maria Neira, diretora do Departamento de Meio Ambiente, Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas e Sa\u00fade da OMS. A advert\u00eancia se junta a\u00a0conclus\u00f5es de economistas de que o excesso de trabalho tamb\u00e9m reduz a produtividade, entre outros efeitos.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo rec\u00e9m-divulgado pelas entidades, o peso das doen\u00e7as relacionadas ao trabalho foi significativamente maior entre os homens (72% das mortes) e em pessoas com idade entre 60-79 anos, que cumpriram as jornadas excessivas entre as idades de 45 e 74 anos.<\/p>\n<p>O problema tamb\u00e9m \u00e9 mais s\u00e9rio em pa\u00edses asi\u00e1ticos. No Jap\u00e3o, existe at\u00e9 uma palavra espec\u00edfica para \u201cmorte por excesso de trabalho\u201d: karoshi.\u00a0Uma pesquisa de 2016 indicou que mais de 20%\u00a0dos japoneses faziam mais de 20 horas extras de trabalho por semana. Em 2017, o governo identificou no pa\u00eds 236 karoshis e lan\u00e7ou uma campanha para tentar convencer os japoneses a trabalhar menos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 preciso ressaltar que n\u00e3o \u00e9 bonito ficar muitas horas no escrit\u00f3rio&#8221;,\u00a0disse em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Folha<\/strong>\u00a0a governadora de T\u00f3quio, Yoriko Koike, que tamb\u00e9m lan\u00e7ou uma campanha para tentar reverter a tend\u00eancia, fortemente consolidada na cultura empresarial japonesa.<\/p>\n<p>A China tamb\u00e9m registra \u00f3bitos por trabalho excessivo, chamados de &#8220;guolaosi&#8221;.\u00a0De acordo com a BBC, eles chegam a 600 mil por ano, num pa\u00eds com 1,4 bilh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p>De acordo com a OMS, o excesso de trabalho \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de um ter\u00e7o da carga total de doen\u00e7as relacionadas ao trabalho e o principal fator de risco de doen\u00e7as ocupacionais.<\/p>\n<p>O estudo cobriu os n\u00edveis global, regional e nacional, com mais de 839 mil participantes de experimentos sobre problemas card\u00edacos e mais de 768 mil participantes de pesquisas sobre derrames no per\u00edodo de 1970 a 2018.<\/p>\n<p>No levantamento,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.who.int\/teams\/environment-climate-change-and-health\/monitoring\/who-ilo-joint-estimates\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">feito em conjunto com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho<\/a>\u00a0(OIT), foram estimadas 398 mil mortes por AVC e 347 mil por doen\u00e7as card\u00edacas, como resultado de jornadas que extrapolaram 54 horas semanais. Entre 2000 e 2016, o n\u00famero que mais se ampliou foi o de mortes por doen\u00e7as card\u00edacas (42%). As provocadas por AVCs cresceram 19%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Trabalhar demais pode matar, alertou nesta segunda a OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade) ao divulgar os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12369"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12369\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12372,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12369\/revisions\/12372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}