{"id":11811,"date":"2021-03-22T12:13:07","date_gmt":"2021-03-22T12:13:07","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=11811"},"modified":"2021-03-22T12:13:07","modified_gmt":"2021-03-22T12:13:07","slug":"vacina-de-oxford-e-eficaz-contra-variante-brasileira-do-coronavirus-diz-fiocruz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2021\/03\/vacina-de-oxford-e-eficaz-contra-variante-brasileira-do-coronavirus-diz-fiocruz\/","title":{"rendered":"Vacina de Oxford \u00e9 eficaz contra variante brasileira do coronav\u00edrus, diz Fiocruz"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>A\u00a0Fiocruz\u00a0divulgou um comunicado nesta sexta-feira (19) afirmando que a vacina da AstraZeneca\/Oxford\u00a0protege contra a variante brasileira\u00a0do novo coronav\u00edrus. A conclus\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa que ainda n\u00e3o foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista, mas est\u00e1\u00a0dispon\u00edvel online.<\/p>\n<p>O estudo, que teve a colabora\u00e7\u00e3o de pesquisadores da Fiocruz Amaz\u00f4nia e do laborat\u00f3rio de v\u00edrus respirat\u00f3rios do Instituto Oswaldo Cruz (Ioc), mostrou que a cepa identificada em janeiro em Manaus (P.1) reage ao imunizante de forma id\u00eantica \u00e0 cepa brit\u00e2nica (B.1.1.17).<\/p>\n<p>Os pesquisadores avaliaram a capacidade da variante do Amazonas de &#8220;escapar&#8221; de diferentes tipos de anticorpos: os induzidos por vacinas, os gerados por quem j\u00e1 teve a infec\u00e7\u00e3o e os chamados anticorpos monoclonais, que s\u00e3o um tipo de rem\u00e9dio biol\u00f3gico.<\/p>\n<div>\n<div class=\"js-gallery-widget rs_skip\">\n<div id=\"gallery-widget-undefined\" class=\"gallery-widget gallery-widget-keydown\" data-channel=\"equilibrioesaude\">\n<div class=\"gallery-widget__content\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel__info\">\n<div class=\"gallery-widget-carousel__info-container\">\n<p class=\"gallery-widget-carousel__info-description\"><span class=\"gallery-widget-carousel__info-text\">Funcionarios da Fiocruz trabalham na etapa de envase da vacina na produzida na funda\u00e7\u00e3o no Rio. Nesta etapa, o l\u00edquido da vacina entra no frasco transparente, que \u00e9 fechado posteriormente<\/span>\u00a0<span class=\"gallery-widget-carousel__info-author\">Ricardo Borges\/Folhapress<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Para isso, eles coletaram amostras de soro de 25 pessoas que receberam a dose de Oxford e de outras 25 que receberam a dose da Pfizer. O resultado foi que a P.1 n\u00e3o comprometeu o efeito dos imunizantes, apesar de se verificar uma pequena perda de neutraliza\u00e7\u00e3o do v\u00edrus na compara\u00e7\u00e3o com as cepas mais comuns.<\/p>\n<p>A Fiocruz credita essas informa\u00e7\u00f5es \u00e0 m\u00e9dica carioca Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil e diretora do Instituto para a Sa\u00fade Global da Universidade de Siena (It\u00e1lia).<\/p>\n<p>Segundo ela, os pesquisadores esperavam que a variante brasileira se comportasse como a sul-africana, mas n\u00e3o foi o que aconteceu. &#8220;Testes indicaram que ela tem\u00a0comportamento\u00a0semelhante \u00e0 brit\u00e2nica, em que h\u00e1, sim, impacto na neutraliza\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus]\u201d, afirmou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No m\u00eas passado, a Universidade de Oxford j\u00e1 havia anunciado que a\u00a0vacina da AstraZeneca \u00e9 eficaz\u00a0contra a muta\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica, evitando mais de 70% dos casos leves e 100% dos casos graves e hospitaliza\u00e7\u00f5es. A efetividade caiu pouco se comparada \u00e0s cepas mais comuns, de 80% para 75%, de acordo com a pesquisadora.<\/p>\n<p>Sobre a variante brasileira, por\u00e9m, ainda n\u00e3o se tem esse n\u00famero exato. &#8220;Temos que esperar os estudos de efetividade aqui, mas acreditamos que v\u00e1 ser um \u00edndice parecido para a P.1. \u00c9 um resultado muito positivo\u201d, declarou.<\/p>\n<p>O outro imunizante dispon\u00edvel no Brasil, Coronavac, desenvolvido pelo laborat\u00f3rio chin\u00eas Sinovac, tamb\u00e9m\u00a0j\u00e1 mostrou proteger\u00a0contra a cepa de Manaus e outras duas que circulam no pa\u00eds, segundo pesquisa preliminar realizada por cientistas do Instituto Butantan e da USP.<\/p>\n<p>Foram analisadas amostras de 35 participantes vacinados, divulgou o instituto no \u00faltimo dia 10. O estudo completo vai incluir um n\u00famero maior de amostras que j\u00e1 est\u00e3o em an\u00e1lise, e os resultados ser\u00e3o divulgados posteriormente.<\/p>\n<p>Os testes consistem em pegar uma amostra do soro das pessoas vacinadas, por meio de exame de sangue, e coloc\u00e1-la em um cultivo de c\u00e9lulas infectadas com os v\u00edrus. Depois, observar se os anticorpos gerados em decorr\u00eancia da vacina v\u00e3o neutralizar, ou seja, combater o v\u00edrus nesse cultivo.<\/p>\n<p>O Instituto Butantan\u00a0entregou 24,6 milh\u00f5es de doses\u00a0da Coronavac ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade at\u00e9 o momento. Esse n\u00famero deve chegar a 46 milh\u00f5es em abril e a 100 milh\u00f5es em agosto.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Fiocruz\u00a0come\u00e7ou a enviar seus primeiros lotes\u00a0envasados no Brasil nesta quarta (17), somando 5 milh\u00f5es de doses, se consideradas as vacinas importadas. A ideia \u00e9 que a quantia chegue a 112 milh\u00f5es at\u00e9 julho, e que no segundo semestre a funda\u00e7\u00e3o passe entregar imunizantes\u00a0feitos com seu pr\u00f3prio insumo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP A\u00a0Fiocruz\u00a0divulgou um comunicado nesta sexta-feira (19) afirmando que a vacina da AstraZeneca\/Oxford\u00a0protege contra a variante brasileira\u00a0do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-11811","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11811","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11811"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11813,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11811\/revisions\/11813"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}