{"id":11585,"date":"2021-03-01T12:42:04","date_gmt":"2021-03-01T12:42:04","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=11585"},"modified":"2021-03-01T12:42:04","modified_gmt":"2021-03-01T12:42:04","slug":"sobe-para-seis-o-numero-de-variantes-do-sars-cov-2-que-geram-preocupacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2021\/03\/sobe-para-seis-o-numero-de-variantes-do-sars-cov-2-que-geram-preocupacao\/","title":{"rendered":"Sobe para seis o n\u00famero de variantes do Sars-CoV-2 que geram preocupa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Novas variantes do coronav\u00edrus continuam a surgir e causar preocupa\u00e7\u00e3o pelo seu alto potencial de transmiss\u00e3o. Agora, j\u00e1 s\u00e3o\u00a0seis as chamadas variantes de preocupa\u00e7\u00e3o conhecidas, ou VOCs, sigla utilizada para descrever formas do v\u00edrus com muta\u00e7\u00f5es que podem causar estrago do ponto de vista de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Isto porque, embora seja normal e at\u00e9 esperado que os v\u00edrus sofram muta\u00e7\u00f5es, algumas delas facilitam a entrada do v\u00edrus nas c\u00e9lulas ou ent\u00e3o impedem a a\u00e7\u00e3o de anticorpos neutralizantes.<\/p>\n<p>As variantes do v\u00edrus s\u00e3o a B.1.1.7, identificada no Reino Unido, a B.1.351, que surgiu na \u00c1frica do Sul, as duas linhagens brasileiras, P.1,\u00a0origin\u00e1ria de Manaus mas j\u00e1 presente em 17 estados, e P.2, ainda pouco conhecida, mas encontrada no Rio de Janeiro e em alguns estados do Norte e do Nordeste. Nos Estados Unidos, foram identificadas a CAL.20C, do sul da Calif\u00f3rnia e, agora, uma nova variante de Nova York, chamada B.1.526.<\/p>\n<p>Rec\u00e9m-descoberta, a cepa nova-iorquina foi identificada por dois grupos de cientistas distintos, um do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia (Caltech) e outro da Universidade de Columbia.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9, agora, com o fato de a variante nova-iorquina estar crescendo em n\u00famero no estado e por apresentar uma muta\u00e7\u00e3o que pode enfraquecer o potencial de prote\u00e7\u00e3o das vacinas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Caltech (Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia) encontraram a B.1.526 ap\u00f3s fazer uma varredura em uma base de dados gen\u00f4micos do coronav\u00edrus virtual e, a partir de centenas de milhares de sequ\u00eancias, encontrarem um padr\u00e3o recorrente naquelas vindas de Nova York e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEra um grupo de isolados [nome dado ao v\u00edrus isolado e reconhecido como diferente dentro daquela esp\u00e9cie viral] concentrado em Nova York que n\u00e3o t\u00ednhamos visto antes\u201d, disse Anthony West, um bioinform\u00e1tico de Caltech, ao jornal The New York Times.<\/p>\n<p>West e seus colegas acharam duas formas do v\u00edrus: uma com a muta\u00e7\u00e3o E484K e outra com uma muta\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dita (S477N), que altera a forma de liga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u00e0s c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>As duas vers\u00f5es fazem parte da mesma linhagem, a B.1.526 e, at\u00e9 meados de fevereiro, cerca de 27% das sequ\u00eancias nova-iorquinas na base de dados analisada eram desse clado.<\/p>\n<p>J\u00e1 a equipe da Universidade de Columbia sequenciou 1.142 amostras de pacientes hospitalizados em um centro m\u00e9dico nova-iorquino e identificou a presen\u00e7a da variante com a muta\u00e7\u00e3o E484K em 12% das amostras.<\/p>\n<p>Como o estudo da Caltech analisou sequ\u00eancias isoladas, e n\u00e3o amostras coletadas de pacientes, ainda \u00e9 cedo para dizer se a frequ\u00eancia encontrada pelos pesquisadores representa a atual taxa de circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. Ainda assim, o avan\u00e7o de uma variante que escapa da prote\u00e7\u00e3o dada por anticorpos neutralizantes, mesmo aqueles produzidos ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, causa preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como Nova York foi uma das cidades americanas mais fortemente afetadas no in\u00edcio da pandemia, considerava-se que a soropreval\u00eancia na regi\u00e3o, isto \u00e9, a parcela de pessoas que entraram em contato com o v\u00edrus e possuem anticorpos no sangue era elevada.<\/p>\n<p>O mesmo padr\u00e3o foi observado tamb\u00e9m na \u00c1frica do Sul e em Manaus: \u00e1reas com \u00edndice de contamina\u00e7\u00e3o elevado no come\u00e7o da pandemia e que, imaginava-se, tinham\u00a0adquirido a chamada imunidade coletiva, acabaram sendo palco para o surgimento de variantes que conseguem fugir da prote\u00e7\u00e3o dada por anticorpos neutralizantes.<\/p>\n<p>O aparecimento da muta\u00e7\u00e3o E484K em pelo menos cinco das seis variantes de preocupa\u00e7\u00e3o indica os caminhos escolhidos pelo v\u00edrus para se adaptar e prevalecer na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno, chamado converg\u00eancia evolutiva, ocorre quando uma muta\u00e7\u00e3o, por garantir vantagem adaptativa, surge diversas vezes em linhagens que n\u00e3o t\u00eam parentesco entre si.<\/p>\n<p>Em um estudo publicado na plataforma medRxiv na forma de\u00a0pr\u00e9-print\u00a0(ou seja, ainda n\u00e3o revisado nem publicado em revista cient\u00edfica) no \u00faltimo dia 18, pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, do Instituto Max Planck, Berlim (Alemanha) e do Instituto de Pesquisa em Sa\u00fade da \u00c1frica, em Durban (\u00c1frica do Sul) testaram o soro de vacinados com as vacinas da Moderna e Pfizer\/BioNTech contra as variantes existentes do Sars-CoV-2.<\/p>\n<p>O que os cientistas observaram foi que, diante da variante brit\u00e2nica, o soro imunizado n\u00e3o teve uma queda t\u00e3o expressiva de anticorpos neutralizantes. Mas, quando colocado \u00e0 prova contra as variantes P.1 e P.2, a queda na taxa de anticorpos foi grande, num valor muito maior para a variante sul-africana.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que os testes foram feitos com pseudov\u00edrus, isto \u00e9, r\u00e9plicas artificiais do v\u00edrus em laborat\u00f3rio, e n\u00e3o com as variantes verdadeiras em circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora seja um estudo pequeno (48 amostras de sangue) e com diversas limita\u00e7\u00f5es, o estudo indica\u00a0algum grau de prote\u00e7\u00e3o das vacinas contra as linhagens P.1 e P.2.<\/p>\n<p>No Brasil, as\u00a0vacinas da Moderna e da Pfizer n\u00e3o est\u00e3o sendo aplicadas na popula\u00e7\u00e3o, mas as vacinas Oxford\/AstraZeneca e Coronavac j\u00e1 est\u00e3o sendo estudadas contra a variante P.1. At\u00e9 o momento, estudos chineses testaram a Coronavac contra as variantes brit\u00e2nica e sul-africana com resultados preliminares interessantes, mas esses dados ainda n\u00e3o foram divulgados. O\u00a0Instituto Butantan\u00a0est\u00e1 realizando pesquisa de efic\u00e1cia da Coronavac contra a variante P.1.<\/p>\n<p>J\u00e1 a vacina\u00a0Oxford\/AstraZeneca teve bom desempenho contra a variante brit\u00e2nica, mas um estudo preliminar contra a variante sul-africana mostrou aus\u00eancia de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Novas variantes do coronav\u00edrus continuam a surgir e causar preocupa\u00e7\u00e3o pelo seu alto potencial de transmiss\u00e3o. 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