{"id":10746,"date":"2020-10-04T14:08:45","date_gmt":"2020-10-04T14:08:45","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=10746"},"modified":"2020-09-28T14:09:35","modified_gmt":"2020-09-28T14:09:35","slug":"estudo-mostra-perspectiva-de-revolucao-no-tratamento-de-cancer-em-menos-de-30-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2020\/10\/estudo-mostra-perspectiva-de-revolucao-no-tratamento-de-cancer-em-menos-de-30-anos\/","title":{"rendered":"Estudo mostra perspectiva de revolu\u00e7\u00e3o no tratamento de c\u00e2ncer em menos de 30 anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Um estudo conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que a maioria dos oncologistas brasileiros acredita que uma revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica nos tratamentos de c\u00e2ncer ocorrer\u00e1 nos pr\u00f3ximos 30 anos. Para 36,29% dos profissionais, este \u00e9 um progn\u00f3stico &#8220;altamente prov\u00e1vel&#8221;. Mais 28,66% o consideraram apenas como &#8220;prov\u00e1vel&#8221;. Somando estes dois grupos, 64,95% dos m\u00e9dicos apostam nessa transforma\u00e7\u00e3o nos tratamentos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1388772&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1388772&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 14,18% dos oncologistas tamb\u00e9m dizem crer em uma revolu\u00e7\u00e3o, mas avaliam que ela n\u00e3o ocorrer\u00e1 antes de tr\u00eas d\u00e9cadas. De outro lado, 18,69% consideraram esse progn\u00f3stico moderadamente prov\u00e1vel ou improv\u00e1vel, seja antes ou ap\u00f3s os pr\u00f3ximos 30 anos. Al\u00e9m disso, 2,18% afirmaram desconhecer essa possibilidade.<\/p>\n<p>O estudo envolveu a aplica\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio com 21 quest\u00f5es. Ele foi encaminhado no ano passado aos m\u00e9dicos associados a 10 sociedades oncol\u00f3gicas existentes no pa\u00eds. Ao todo, foram obtidas 821 respostas.<\/p>\n<p>O objetivo dos pesquisadores era investigar algumas percep\u00e7\u00f5es dos m\u00e9dicos oncologistas que atuam tanto no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) como no setor privado. Eles buscaram entender como esses profissionais avaliam as possibilidades de incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias no tratamento de c\u00e2ncer e o acesso da popula\u00e7\u00e3o aos recursos dispon\u00edveis atualmente. A pesquisa foi coordenada pelo ex-diretor do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca), Luiz Antonio Santini, e pelo ex-ministro da Sa\u00fade, Jos\u00e9 Gomes Tempor\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo mostraram ainda que os oncologistas brasileiros t\u00eam feito um bom acompanhamento das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas: 58% informaram acompanhar regularmente as novidades e 34% o fazem de forma moderada. Os m\u00e9dicos tamb\u00e9m foram questionados sobre suas expectativas em torno da incorpora\u00e7\u00e3o das novas tecnologias no diagn\u00f3stico e no tratamento de c\u00e2ncer. Em rela\u00e7\u00e3o ao setor privado, 57,77% se dizem otimistas ou muito otimistas, embora a baixa cobertura dos planos de sa\u00fade tenha sido apontada como uma barreira para 41,9%.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao SUS, h\u00e1 menos confian\u00e7a na incorpora\u00e7\u00e3o das novas tecnologias. O percentual de otimistas ou muito otimistas cai para 40,74%. Entre as principais dificuldades apontadas est\u00e3o a baixa capacidade de diagn\u00f3stico precoce na aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica (53,63%), a oferta insuficiente de servi\u00e7os de diagn\u00f3stico (50,29%) e a escassez de recursos financeiros (42,24%).<\/p>\n<p><strong>Monoterapia improv\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Outro dado que consta no estudo \u00e9 a descren\u00e7a dos oncologistas acerca da monoterapia, isto \u00e9, do desenvolvimento de uma terapia capaz de tratar o c\u00e2ncer de forma definitiva. Para a maioria dos m\u00e9dicos, a forma de enfrentar a doen\u00e7a continuar\u00e1 a ser a politerapia, que envolve a ado\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas estrat\u00e9gias de tratamento.<\/p>\n<p>A monoterapia foi considerada improv\u00e1vel por 39,12% dos m\u00e9dicos e moderadamente prov\u00e1vel por 17,37%. Apenas 7,83% acreditam no desenvolvimento, em at\u00e9 30 anos, de uma terapia que seja capaz de tratar a doen\u00e7a de forma definitiva. Outros 30,99% creem nessa possibilidade, mas n\u00e3o antes de tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos opinaram acerca de nove tecnologias que t\u00eam sido consideradas promissoras para o tratamento de c\u00e2ncer no futuro: edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica, bi\u00f3psia l\u00edquida, terapia celular, vacinas terap\u00eauticas, v\u00edrus oncol\u00f3gicos, imagem molecular, terapias com anticorpos, terapias com RNA e tumor\u00a0<em>delivery<\/em>.<\/p>\n<p>As terapias com anticorpos foram consideradas as mais promissoras. Para 76,85% dos m\u00e9dicos, elas podem impactar positivamente o diagn\u00f3stico e o tratamento. Esta opini\u00e3o foi justificada principalmente pela capacidade de se obter uma melhor qualidade de vida do paciente e menos efeitos colaterais. Por outro lado, 36,36% dos oncologistas consideram que h\u00e1 barreiras cient\u00edficas que dificultam o desenvolvimento dessa tecnologia.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer \u00e9 a segunda principal causa de morte no mundo de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). A doen\u00e7a causou o \u00f3bito de cerca de 9,6 milh\u00f5es de v\u00edtimas em 2018, das quais aproximadamente 70% viviam em pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda. Levantamentos do Inca revelam que, no Brasil, o c\u00e2ncer \u00e9 a principal causa de morte em mais de 500 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>A expectativa dos oncologistas brasileiros em torno de uma revolu\u00e7\u00e3o nos tratamentos de c\u00e2ncer \u00e9 similar ao que se observa em n\u00edvel mundial. A pr\u00f3pria Fiocruz, em um estudo semelhante realizado em 2017 com m\u00e9dicos de outros pa\u00edses, constatou que 60% apostavam numa transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria das terapias em menos de 30 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil Um estudo conduzido pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que a maioria dos oncologistas brasileiros acredita que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10746","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10746"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10748,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10746\/revisions\/10748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}