{"id":10040,"date":"2020-05-29T09:34:56","date_gmt":"2020-05-29T09:34:56","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=10040"},"modified":"2020-05-29T09:34:56","modified_gmt":"2020-05-29T09:34:56","slug":"cientistas-enfrentam-desinformacao-sobre-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2020\/05\/cientistas-enfrentam-desinformacao-sobre-covid-19\/","title":{"rendered":"Cientistas enfrentam desinforma\u00e7\u00e3o sobre COVID-19"},"content":{"rendered":"<p>fonte: AFP<\/p>\n<p>Com suas fotos de gatos e ironia mordaz, Mathieu Rebeaud, um pesquisador de bioqu\u00edmica da Su\u00ed\u00e7a, praticamente triplicou seus assinantes no Twitter durante a pandemia de coronav\u00edrus, gra\u00e7as a seus conselhos para lidar com o excesso de informa\u00e7\u00f5es e, principalmente, desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como Rebeaud, muitos m\u00e9dicos, professores universit\u00e1rios e institui\u00e7\u00f5es de todo mundo se voltaram para as redes sociais para explicar, detalhar e desmontar erros, informa\u00e7\u00f5es falsas e teorias conspirat\u00f3rias sobre a COVID-19.<\/p>\n<p>E a maioria deles com uma estrat\u00e9gia semelhante: em vez de afirmar seu papel de autoridade, apostam na linha pedag\u00f3gica.<\/p>\n<div id=\"aol_outstream_article\" data-bcid=\"56603651bbe5bf10d057f868\" data-id=\"122\" data-m=\"{&quot;i&quot;:122,&quot;p&quot;:62,&quot;n&quot;:&quot;aol-article-inlineOutstreamAd&quot;,&quot;t&quot;:&quot;AolInlineOutstreamAd&quot;,&quot;o&quot;:3}\">\n<div id=\"590760c31de5a10537b6f1b3\" class=\"vdb_player \">\n<div><\/div>\n<div id=\"vdb_4c7da20f-ef0f-491d-b095-3a61ed6f0f50\">\n<div><iframe width=\"100%\" height=\"100%\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Especialistas consultados pela AFP estimam que a onipresen\u00e7a das redes sociais e a superabund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es os obrigam a agir rapidamente para alcan\u00e7ar o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas com dados cient\u00edficos e mensagens simples de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na pandemia, &#8220;as teorias conspirat\u00f3rias fornecem explica\u00e7\u00f5es completas, simples, de apar\u00eancia racional e s\u00f3lidas&#8221; e, portanto, &#8220;completamente opostas ao conhecimento cient\u00edfico dispon\u00edvel, que \u00e9 complexo, fragmentado, mut\u00e1vel e cheio de controv\u00e9rsias&#8221;, resume a pesquisadora Kinga Polynczuk-Alenius, da Universidade de Helsinque.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse per\u00edodo de incerteza, \u00e9 particularmente necess\u00e1rio espalhar informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis rapidamente&#8221;, alertou em fevereiro a revista m\u00e9dica brit\u00e2nica &#8220;The Lancet&#8221;.<\/p>\n<p>Mas como conciliar o longo tempo das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas rigorosas e o p\u00fablico, acostumado \u00e0 instantaneidade das redes sociais e muitas vezes exigindo respostas firmes e definitivas?<\/p>\n<p>&#8211; Desmentir &#8211;<\/p>\n<p>De qualquer modo, &#8220;n\u00e3o temos escolha&#8221;, afirma o presidente do comit\u00ea de \u00e9tica do Centro Nacional de Pesquisas Cient\u00edficas da Fran\u00e7a, Jean-Gabriel Ganascia.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que agir com as ferramentas \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o&#8221;, acrescenta Jean-Fran\u00e7ois Chambon, m\u00e9dico e diretor de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Pasteur, que em mar\u00e7o teve de desmentir v\u00eddeo viral que acusava a institui\u00e7\u00e3o de ter &#8220;criado&#8221; o SARS-CoV-2.<\/p>\n<p>A pandemia levou a comunidade cient\u00edfica a ampliar seu uso das redes sociais e se fazer mais vis\u00edvel nelas.<\/p>\n<p>&#8220;Antes da COVID-19, estava menos presente no Twitter&#8221;, confirma Mathieu Rebeaud, da Universidade de Lausanne, Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n<p>Para seus quase 14.000 assinantes no Twitter, Rebeaud detalha os estudos cient\u00edficos por meio de &#8220;threads&#8221;, que permitem que as mensagens sejam encadeadas.<\/p>\n<p>Entre outros m\u00e9dicos e pesquisadores que entraram no ringue, destacam-se o franc\u00eas &#8220;Apothicaire amoureux&#8221; e a microbiologista holandesa Elisabeth Bik.<\/p>\n<p>Em 22 de maio, horas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de um grande estudo sobre os efeitos da cloroquina e da hidroxicloroquina entre os pacientes com COVID-19, Bik resumiu suas conclus\u00f5es em uma frase: &#8220;Menos sobrevida e mais arritmias ventriculares&#8221;.<\/p>\n<p>A maioria dos governos e ag\u00eancias de sa\u00fade tamb\u00e9m dedica p\u00e1ginas espec\u00edficas em seus sites oficiais para combater ideias falsas.<\/p>\n<p>Para esta crise, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) chegou a um acordo com o Facebook para difundir diretamente mensagens no WhatsApp e no Messenger.<\/p>\n<p>Na m\u00eddia, cientistas e m\u00e9dicos aparecem diariamente para desmontar ideias preconcebidas sobre o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, &#8220;n\u00e3o t\u00ednhamos nenhum dispositivo espec\u00edfico, mas rapidamente criamos um site especial, pois (&#8230;) percebemos que havia muita&#8221; fake news sobre a COVID-19, segundo Chambon, do Instituto Pasteur, que registra 16.000 novos assinantes mensais em todas as redes sociais, em compara\u00e7\u00e3o com 4.000 antes da pandemia.<\/p>\n<p>&#8211; Educa\u00e7\u00e3o &#8211;<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apenas quantitativa, explica Mika\u00ebl Chambru, especialista em comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da Universidade de Grenoble-Alpes (sudeste da Fran\u00e7a).<\/p>\n<p>Os cientistas envolvidos no debate &#8220;procuram compartilhar o conhecimento atual para criar uma cultura cient\u00edfica entre o p\u00fablico, explicando como funciona e dando as chaves para a compreens\u00e3o&#8221;, segundo Chambru.<\/p>\n<p>E \u00e9 que &#8220;uma posi\u00e7\u00e3o de autoridade seria muito mal recebida pela popula\u00e7\u00e3o&#8221;, aponta Jean-Gabriel Ganascia.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m passam um tempo lembrando com tu\u00edtes as regras que tornam um estudo mais ou menos s\u00e9rio &#8211; entre elas, se ele foi, ou n\u00e3o, revisado por outros colegas (&#8220;peer-to-peer&#8221;).<\/p>\n<p>A luta \u00e9, no entanto, muitas vezes desigual.<\/p>\n<p>&#8220;Desmontar uma &#8216;estupidez&#8217; requer dez vezes mais energia&#8221; do que espalh\u00e1-la, de acordo com Rebeaud, corroborando um estudo da revista &#8220;Science&#8221; de 2018, que mostrou que &#8220;as mentiras se espalham mais rapidamente do que a verdade&#8221;.<\/p>\n<p>Portanto, \u00e9 importante agir com anteced\u00eancia.<\/p>\n<p>Uma comunica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica adaptada &#8220;n\u00e3o pode ser o \u00fanico ant\u00eddoto&#8221; contra as &#8220;fake news&#8221;, destaca a pesquisadora italiana em comunica\u00e7\u00e3o Mafalda Sandrini, para quem a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica deve ser revista para que o p\u00fablico seja menos perme\u00e1vel a esse tipo de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: AFP Com suas fotos de gatos e ironia mordaz, Mathieu Rebeaud, um pesquisador de bioqu\u00edmica da Su\u00ed\u00e7a, praticamente triplicou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10040","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10040"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10040\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10043,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10040\/revisions\/10043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}